Post extra #2 – MEME do Dia de Los Muertos” – Retromorri!!

Fala mais uma vez galera retrogamer!!

Como hoje é o “Dia de Los Muertos” (se não entendeu porquê eu citei a data em espanhol, uma dica: Sergio Aragonés! =D), o “Relíquias do MAME” resolveu dar a sua contribuição ao meme capitaneado pelo purpurinado Gabriel, do GLStoque. Quer participar? Faça seu post sobre algum retrodefunto dos videogames e avise ao Gabriel!

Aqueles que me conhecem desde o “GAMERETRÔ” sabem que o meu jogo preferido de todos os tempos é “Super Metroid”, do SNES. Os motivos eu já citei no meu blog antigo (se você ainda não leu, clique aqui). E, no momento derradeiro do jogo, quando a Samus Aran, ao enfrentar Mother Brain, está prestes a bater as botas, um Metroid, que tinha se simpatizado pela nossa heroína, faz um sacrifício para salvá-la:

Claro que, passados 17 anos depois do lançamento do jogo, essa cena do jogo já não causa tanto impacto. Mas para alguém que cresceu junto com o jogo, o conhece de cabo a rabo, se emocionou alugando constantemente durante 1 ano, não jogando outra coisa senão Super Metroid (isso com 15 anos na época), no finado ano de 1995, foi um choque. Uma criatura de uma outra raça que resolve se sacrificar por outra, para salvá-la. Isso, para mim, é um momento épico, emocionante, determinante na minha formação como gamer. Por isso, resolvi lembrá-lo nesse dia.

Essa é a minha pequena contribuição ao “Retromorri”, o meme do “Dia de Los Muertos” (e se você ainda está perdido com a citação em espanhol no dia, baixe a HQ clicando aqui). E se você, blogueiro de meia tigela como eu, quer participar, basta fazer o seu post temático e enviar para o Gabriel, que está comandando o meme. Vamos todos encher de lembranças de mortes retrogamers o dia de hoje! Ah, e não esqueçam de ler o meu post anterior, com uma revelação bombástica sobre o manda-chuva do “Gagá Games” (sim, sensacionalismo barato! Tudo para promover o meu blog! =D)

Até a próxima e “Viva Los Muertos” (e os games)!!

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08) Um jogo em que você tem que atirar em tudo e ser um Ayrton Senna ao mesmo tempo!

E lá vamos nós para mais um post!!

Se vocês já acompanham o blog há algum tempo, sabem que o meu primeiro post envolveu um shooter que se diferenciava dos outros pelo fato de que era quase que um jogo de luta entre naves (ou, melhor dizendo, quase que um jogo apenas com chefes). Só que as experimentações com os shooters não pararam por aí. Em meados dos anos 90, antes do”bullet hell” se estabelecer como a evolução natural do gênero, algumas empresas tentaram inovar, adicionando novas características ao clássico “pilote uma nave e atire em tudo que se mexer”. Já falamos sobre a contribuição da Sammy ao gênero. Hoje, falaremos sobre a contribuição de uma das empresas geradas pela dissolução da Toaplan (empresa conhecida por gerar a gênese do Bullet Hell, “Batsugun”), a 8ting/Raizing. Sendo assim, senhoras e senhores, apresento a vocês…

Tela inicial do jogo

Kingdom Grand Prix (ou Shippu Mahou Daisakusen – 疾風魔法大作戦 – caso você queira treinar o seu japonês) produzido em 1994 para os Arcades, é o segundo jogo da série Mahou Daisakusen da empresa. Mas, ao contrário dos outros da série, esse é um jogo bastante peculiar. Isso porquê ele é um mashup bastante criativo de shooter + corrida. Isso mesmo que você leu: além de se preocupar com os zilhões de inimigos que aparecem para te importunar, você ainda têm que se lembrar que está numa corrida, ou seja, chegar nas primeiras colocações.

Mas qual é a justificativa para juntar dois gêneros tão distintos? Bom, o único traço de explicação pode ser encontrado no fiapo de história do jogo (tirado e traduzido livremente da wikipedia):

“Por décadas os reinos estavam em guerra. Muitos inocentes sofreram e muitas legiões de homens valorosos perderam suas vidas.  Para acabar com a guerra, o Rei teve uma idéia: uma corrida onde cada etapa corresponderá a cada parte do reino. Qualquer um está convidado a participar. Com isso, a guerra terminou e a população espera ansiosamente por essa competição a cada ano.”

Ou seja, se você quiser acabar com uma Guerra que está devastando o seu reino, basta construir várias “pistas”, enchê-las de obstáculos e monstros, colocar vários competidores na pista, cobrar um preço módico pelas entradas (com direito a pacotes promocionais e entradas VIPS) e promover uma competição sadia. É a fórmula do “pão e circo”, utilizada desde os tempos dos romanos. =D

Como todo bom shooter, toda a jogabilidade é executada com um direcional e apenas dois botões: um para os tradicionais tiros da sua nave e outro para as tradicionais e salvadoras bombetas. Pressionando o botão de tiro a sua nave, você acelera (mas fica impossibilitado de atirar). Apesar de uma das características de um bom shooter ser justamente essa simplicidade nos controles, nesse jogo acaba não sendo a melhor escolha. Como o elemento de corrida é tão importante como ficar vivo e acumular pontos, um terceiro botão para acelerar a sua nave seria uma alternativa mais viável. Ainda assim,  depois de algumas jogatinas, você acaba se acostumando, e usando o turbo nos (poucos) momentos de calmaria.

Os oitro competidores dessa corrida maluca! =D

Como foi dito no decorrer do post, tão importante quanto se manter vivo no jogo, é pontuar nas corridas. São doze “pistas”, com seis fases iniciais ao todo: a primeira fase é pré-definida. Uma vez completada, você pode escolher entre dois circuitos para correr (e, na sexta fase, três circuitos estão a disposição). Ao terminar o campeonato (vivo, de preferência! =D) em primeiro, você ainda pode jogar as outras seis pistas remanescentes. O design das fases é bem diversificado, tendo desde circuitos congelados, corredores estreitos, pistas localizadas em vulcões, e até mesmo um local mal-assombrado.

Ei, por que você não atacou os outros competidores?

Outra particularidade do jogo é que os bosses aparecem no meio de cada fase, ao invés do usual encontro no final das mesmas. A princípio, essa opção causa um estranhamento, mas acaba se tornando muito adequada para o jogo, pois permite que o jogador dê um sprint final para recuperar posições perdidas.

Esse é o momento que vc diz: ferrou!

Quanto a dificuldade, serei simples e direto: o jogo é difícil pra carvalho! Não pense que pelo fato do jogo ser um híbrido shooter/corrida que o jogo ficou mais amigável. O jogo carrega todas as particularidades de um bom “arranca-ficha”, ainda têm o fato de que, inexplicávelmente, os inimigos que compõem cada pista atacam apenas você. Isso sem contar que você não pode deixar todos os competidores passarem por você, e a única maneira de atrasá-los é jogando bombas (cuja quantidade é bem limitada) na sua direção. Ou seja, há tantas coisas para se preocupar que você acaba esquecendo de uma delas. Isso acaba afastando um jogador menos hardcore.

Flyer japonês do jogo!

Com muitas particularidades e um design de fases interessantíssimo, além de uma mistura interessante de shooter e corrida, Kingdom Grand Prix não iniciou uma tendência, mas mostrou que um pouco de ousadia em fugir dos padrões usuais do gênero não só é necessário para que não ocorra a sua estagnação. Apesar de serem as cinematográficas sequências de franquias de sucesso que movimentam financeiramente a indústria, são as pequenas produções que anunciam as possíveis franquias do futuro.

Para vocês terem um gostinho a mais de como essa mistureba funciona, segue abaixo três vídeos que mostram o gameplay completo do jogo:

 

Antes de colocar o parágrafo final, um pequeno adendo: Kingdom Grand Prix foi adaptado, dois anos depois, para o Saturn. A adaptação ficou a cargo de uma outra empresa, cujo nome é bastante familiar para nós retrogamers brasileiros. Querem saber qual é o nome dessa empresa? Então olhem a figura seguinte e se espante como eu:

Mas quem imaginaria isso? =D

Quem diria que o nosso famoso “Orakio Rob”, o grão-mestre da blogosfera retrogamer, o todo-poderoso do site “Gagá Games”, também preside uma empresa especializada em conversões de arcades para os consoles domésticos. O que será que aconteceu com a GAGA communications? Orakio, por favor se pronuncie!!

E assim encerramos mais uma postagem do Relíquias do MAME. Posso não ter cumprido o prazo “extra-oficial” de duas semanas, mas ainda assim é bem melhor do que “um post a cada dois meses”, vocês não acham? Já tenho alguns outros jogos engatilhados, e vocês já podem tentar advinhar qual o próximo a ser comentado. Esse já é bem mais conhecido do que os outros já comentados, mas ainda assim é um pouco renegado por alguns (além de eu ser um fã incondicional desse jogo).

Até a próxima e viva aos Arcades (e ao M.A.M.E.)!!

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Post extra – Na Blogosfera Retrogamer, nada se cria, tudo se copia – SNES Pereba Collection! =D

Estou escrevendo esse post extra para relatar algo extraordinário!

Não sei se os leitores sabem, mas eu sou um (nanico) colecionador também. Tenho um GBA (+ 10 jogos), um DS Lite (+11 jogos) . Tive além disso um Super Nintendo, mas, já a algum tempo, ele finalmente bateu as botas. Fiquei muito triste, mas é a vida!

Mas hoje aconteceu uma coisa extraordinária!

Estava no centro de Duque de Caxias, resolvendo algumas coisas, quando tive a idéia maluca de visitar o Mercado Popular. Mais precisamente a seção de games, só por curiosidade, para saber se o pessoal vende só PS2 e PS3 ou se há algum espaço retrô por lá. Poderia até render alguma matéria futuramente. Eis que, no meio de várias bancas com milhares de PS2 e PS3, vejo bem ao fundo uma banquinha menor, capitaneada por um velhinho bastante simpático. E o que era melhor: com vários videogames antigos por lá. Tinha até uma fita de NES (eu disse NES, não as “cópias legalizadas” que aparecem por aí). Pois bem, conversa vai, conversa vem, e, por uma módica quantia (R$ 90,00) saí com isso:

OMFG! SUPER NINTENDO SIXTEEN BITS!!! =P

Um jogo de beat'em up bem legal!

Opa! Agora as coisas melhoraram!

Caramba! Ele conseguiu Zelda sem pagar quase nada!

Isso mesmo, estou agora com um SNES completo (incusive com a saída A/V para ligar na minha TV LCD) e três jogos (sendo um deles o lendário “Legend of Zelda: A Link to the Past) por menos de 100 reais! Claro que as labels e os cartuchos não estão nas melhores condicoes de uso, mas com certeza tá valendo! Estou exultante de alegria como uma menininha de 13 anos que acabou de sair do show do Justin Bieber! =D

Agora vem a questão: como todos sabem, uma das melhores coisas do SNES são os RPG’s. E vou ter que juntar todos os meus esforços e economias atrás deles. Só que não vai sobrar dinheiro para os outros jogos que não são RPG’s, mas que também são sensacionais. Fora que têm sempre aquele jogo desconhecido que pode ser uma jóia a ser descoberta.

Juntando isso ao meu sonho de colecionismo e plagian… digo, se inspirando na idéia do Orakio no Gagá Games, sentei, matutei e cheguei a solução: FAREI A MINHA PRÓPRIA PEREBA COLLECTION COM O SNES! Ainda estarei comprando originais que estiverem a um preço razoável (especialmente os RPG’s, como eu disse anteriormente), mas não dispensarei um bom jogo envolto em uma caixa rosa com uma label da Hello Kitty. =D

Então já sabem: se alguém quiser vender o seu jogo de SNES por um módico preço (como não sou tão sovina quanto o Orakio, pago até R$20,00 por jogo. Mas não pensem que sou otário!), podem me contactar por aqui mesmo nos comentários. Também aceito doações de cartuchos, se alguém quiser se livrar daquela tonelada de jogos de SNES (desde que estejam funcionando, é claro), podem mandar para a minha casa!

Até a próxima a todos, e viva a SNES PEREBA COLLECTION (e ao M.A.M.E.)!!!

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07) O canto de cisne de uma produtora em um gênero…

E vamos nós para mais um post!

Responda rápido: o que Dynasty Wars, Warriors of Fate, The King of Dragons, Knights of the Round, Cadillacs and Dinosaurs, Dungeons and Dragons: Tower of Doom, Dungeons and Dragons: Shadow Over Mystara, The Punisher, Alien Vs Predator, Armored Warriors e Cyberbots têm em comum? Todos foram beat’em ups produzidos pela Capcom. Durante o final dos anos 80 e os anos 90, a Capcom reinou absoluto no gênero, sendo quase sinônimo de beat’em up. Entre os jogos do gênero produzidos por ela, um dos que fizeram mais sucesso (e que propositadamente não foi citado anteriormente) foi Capitain Commando. Com seu enredo de sci-fi dos anos 50 e uma boa pitada de piração na batatinha na criação dos personagens, o jogo fez com que muitos desejassem uma continuação. Oficialmente, ela não aconteceu.

Dito isso, vamos ao ano de 1997. O beat’em up não gozava do sucesso que tinha no começo da década, com as produtoras preferindo apostar em outros gêneros (principalmente os jogos de luta). A própria Capcom, com a sua série Marvel vs. Capcom (X-Men Vs. Street Fighter, Marvel Super Heors Vs. Street Fighter, etc) é um exemplo disso. Mas a empresa, que fez a alegria dos gamers que gostam de um bom espanca e anda fez, nesse mesmo ano, o seu canto de cisne no gênero. Mais do que isso: mesmo que não-oficalmente, ela retomou ao enredo inspirado na ficção-científica dos anos 50, fazendo que Capitain Commando tivesse uma “continuação”. Senhoras e senhores, apresento a vocês…

Tela Inicial do jogo!

“Battle Circuit” conta a história de um grupo de caçadores de recompensa que, em uma de suas missões de rotina, descobre um grupo que deseja se apossar de um disquete, que contém um programa chamado “Shiva System”, capaz de controlar todos os sistemas movidos por computador do Mundo. Dessa forma, eles passam de simples caçadores de recompensa a salvadores da pátria!

Assim como o seu “antecessor espiritual”, Battle Circuit possui as suas extravagâncias apropriadas ao tema abordado, a começar pelos personagens:

Os personagens mais loucos do beat'em ups! =D

Cyber Blue : O líder do grupo. Inspirado (levemente) no Capitain Commando, ele possui implantes cibernéticos em seu corpo que lhe dão poderes como disparar uma descarga de eletricidade ou projéteis de seus punhos.

Captain Silver : É o “Reed Richards” do grupo, podendo esticar o seu corpo de acordo com a sua vontade. Além disso, ele pode lançar projéteis de gelo e criar vários objetos de sua roupa.

Yellow Iris : Uma modelo com aparência felina que está sempre acompanhada de um esquilo. Extremamente ágil, ela conta com o seu chicote e seus rápidos ataques para acabar com os inimigos. Pessoalmente, a minha personagem preferida.

Pink Ostrich : Um avestruz com um tapa-olho e um colar de jóias que está acompanhado de uma garota chamada Pola Abdul. Auto-proclamada como “o único avestruz que consegue voar”, ela se vale dessa habilidade para atacar os inimigos.

Alien Green : Um alienígena de origem desconhecida com um olho em seu abdomen que se utiliza de ataques baseados em agarrões, lembrando um certo prefeito em seu estilo de luta.

E você achando que um bebê que controla um robô com alta tecnologia e uma múmia com um boné eram o máximo do nonsense que a Capcom poderia alcançar…

Esse espírito galhofador não é restrito apenas aos heróis. Os vilões também seguem o mesmo espirito de bom humor. Para ter uma idéia, temos desde um cientista maluco cuja massa corporal é quase na sua totalidade composta pelo seu cérebro, um cosplay sarcástico do Rei Elvis Presley, uma gigante (que, por acaso, era namorada do cosplay do Elvis), uma doutora acompanhada de seu pequeno bichinho de estimação: uma criatura enorme parecida com um macaco, e até mesmo um ninja cibernético que usa uma lesma gigante como montaria! É bem capaz de você perder algumas vidas nesse jogo por ter se distraído com a bizarrice dos inimigos.

É isso que acontece quando vc não para de rir da bizarrice dos personagens!

O visual é simplesmente espetacular! como foi um dos últimos jogos a se utilizar da placa CPS2, os programadores já sabiam todos os atalhos para extrair o máximo. E no caso desse jogo, não foi diferente: a paleta de cores é bem viva, os personagens são muito bem coloridos e desenhados (alguns irão reclamar do tamanho deles), os cenários são muito bonitos e se encaixam perfeitamente na proposta do jogo, mostrando que a CPS2 ainda poderia render muito mais.

Festa garantida com até 4 pessoas jogando! =D

Outro aspecto espetacular do jogo é a sua jogabilidade. Extremamente dinâmica (ainda que não tão frenética quanto “Alien vs. Predator”), cada um dos personagens possui uma variação enorme de golpes a serem executados. Além disso, há um aspecto que o diferencia dos outros do gênero: a possibilidade de aperfeiçoar o seu personagem com o dinheiro que é coletado dos inimigos, permitindo aprender novos golpes ou ainda aumentando a barra de energia. Isso ajuda a incrementar o jogo, fugindo um pouco do lugar-comum dos beat’em ups. Além disso, o jogo possui dois finais diferentes, sendo que você precisa atingir uma certa pontuação (mais de 3200000 pontos) ou conseguir todos os upgrades para enfretar o verdadeiro chefe final. Como sou um pereba, ainda não consegui isso, mas continuo tentando! =D

Para que vocês tenham idéia da gradne dessa maravilha desconhecida, como bônus, segue um gameplay completo do jogo:

O mais incrível dessa história é que, mesmo sendo um jogo classe AAA, o jogo teve uma distribuição pífia (apenas no Japão e na Europa), não tendo muito sucesso por conta disso. Talvez a Capcom não estava confiante no sucesso do jogo, muito por conta da “morte” do gênero. Por causa desse fracasso, o jogo não recebeu nenhuma adaptação para os consoles domésticos, e nem mesmo em uma das coletâneas da Capcom. Sendo assim, resta apenas o nosso amado M.A.M.E. para descobrir essa pérola desconhecida e não-valorizada, que mostra que um senso de humor bizarro e a exploração máxima do hardware podem render uma obra-prima de um gênero já cheio deles.

Uma dos flyers de diivulgação do jogo.

Bom, isso é tudo por hoje. Agora com essa volta em definitivo do blog, pretendo manter esse ritmo de um post a cada duas semanas, assim dá para o pessoal comentar e para eu debulhar a pérola desconhecida que será tema do post. Comentem no final do post e tentem advinhar qual será o próximo post, que já se encontra no cabeçalho.

Até a próxima e viva aos Arcades (e ao M.A.M.E.)!!!

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06) Está na hora de caçar alguns jacarés…

E vamos para o 10º post (em quase um ano e meio de blog)!

Quando se pensa em um jogo de Arcade (ou fliperama, como é conhecido por essas bandas), sempre pensamos nas gigantes do mercado, como a Capcom, Konami, Namco, dentre outras.  Mas ainda temos inúmeras outras produtoras de pequeno porte (ou, pelo menos, não tão conhecidas) que também produziram (e produzem) outros jogos bastante interessantes. E é sobre um desses casos que iremos comentar hoje.

Tela inicial do jogo. Maneiro, não acham? =D

“Alligator Hunt” é um shooter produzido pela desconhecida Gaelco em 1994. Aliás, cabe comentar um pouco sobre a empresa: a Gaelco é uma empresa espanhola criada em 1985, cujo grande ramo de trabalho são os Arcades, sendo que mais recentemente a empresa começou a produzir seus jogos para os consoles. Visitando o site da empresa descobri que esse não é o primeiro jogo dela que eu debulhei. Há mais ou menos 10 anos, em uma das minhas andanças em um shopping do Rio, descobri um jogo de futebol diferente dos que estamos acostumados. A curiosidade desse jogo não era necessáriamente nos gráficos, mas sim pela adição de um modo de interação a mais, além dos já conhecidos botões e direcional:

Com vocês, Gaelco Football Power!!

Repararam na parte inferior do Arcade mostrado na figura? Na verdade, é através daquele dispositivo que se executam os passes, cruzamentos e chutes a gol. E o melhor de tudo, da forma mais intuitiva possível: chutando. O dispositivo (que é genial) ainda detectava a intesidade e a direção dos seus chutes. Poucas vezes um jogo de futebol foi tão interativo quanto esse.

Mas vamos voltar ao jogo aqui analisado. Temos um bando de alienígenas-répteis invadindo o nosso planeta, e, diante da iminência do fim da humanidade, o nosso planeta utiliza a sua arma secreta: dois mulequotes equipados com seus skates (e com naves a partir da segunda fase), armas com munições infinitas e muita atitude. Pelo visto, caso a Terra esteja em perigo, basta chamar o Bob Burnquist ou o Sandro Dias! =D Uma das coisas curiosas dele é que, ao se iniciar o jogo, não há nenhuma tela explicando a história do jogo, você já entra direto para a jogatina. Apesar disso, não se assuste, caro iniciante em MAME: os controles são bem intuitivos e bem fáceis de aprender.

Engenharia robótica alienígena ao fundo. Bem anos 90, não? =D

Quanto ao “gênero”, trata-se de um shooter, mas com a visão não-convencional. É bem ao estilo de NAM-1975 (Neo-Geo) ou ainda Wild Guns (SNES), onde os inimigos vão surgindo do fundo da tela e você os detona através do botão de tiro. O direcional permite a movimentação da sua mira pela tela e temos mais dois botões: um para “cambalhotas”, que são uma mão na roda para desviar dos milhares de tiros que vêm em sua direção, e um para as tradicionais bombetas que fazem um bom estrago.

Primeiro chefão do jogo!

Os gráficos são muito bons. Os personagens são bem animados e temos vários efeitos 3D que funcionam muito bem. Além disso, a movimentação dos personagens é bem convincente e flui muito bem, apesar de se levar um tempo para se acostumar ao estilo de jogo. A dificuldade é bem balanceada, na primeira fase o jogador não terá tantas dificuldades, mas ao avancar ele terá a tela abarrotada de inimigos dispostos a acabar com as suas esperanças de chegar ao final do jogo. Para ajudar nessa empreitada, basta se entupir de mísseis acertando seguidamente os jacarés que aparecem de vez em quando durante as fases. Os seus tiros também neutralizam a grande maioria dos tiros que são enviados a você, o que ajuda nas horas de aperto. Ainda assim, pode ter certeza: você passará bastante aperto nesse jogo!

Me deparei com essa tela várias vezes!

Entretanto, o jogo possui alguns defeitos que o comprometem um pouco. Apesar do seu personagem possuir uma barra de energia, na verdade basta os inimigos te acertarem duas vezes (seja o primeiro inimigo que aparece ou o chefão supremo da última fase). Isso, somado ao fato de que você têm apenas uma vida, possa irritar muitos que se aventurem a jogá-lo. Além disso, o jogo é bem curto (são apenas 3 fases), em cerca de meia hora você chega ao seu final. As músicas são bem repetitivas (na verdade, são apenas duas) e os efeitos sonoros não merecem maiores destaques. Por conta dessas falhas, o jogo têm uma aparência de inacabado (ou mesmo de uma “versão beta”), o que acaba tirando pontos preciosos em seu julgamento.

Flyer do jogo! Mais uma amostra dos anos 90! =D

Apesar dos defeitos descritos acima, vale a pena uma conferida nesse jogo bastante curioso. Ainda que o que foi dito no parágrafo acima possa irritar em alguns momentos, serve pelo menos para mostrar que há inúmeras empresas desconhecidas que, com perseverança e um certo talento, podem render também horas de diversão com as suas criações, o que torna o mundo desconhecido dos Arcade ainda mais prazeroso de desbravar. Para finalizar, segue um gameplay completo do jogo!

Bom, é isso que eu tinha a dizer! Como prometido, agora vou ver mais constante nas minhas postagens (provávelmente a cada duas semanas), continuando a minha missão de mostrar mais pérolas desse tão maravilhoso mundo dos arcades. O próximo jogo já se encontra no cabeçalho. Tentem advinhá-lo e postem nos comentários.

Até o próximo post e viva aos Arcades (e ao MAME)!!!

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Eu voltei, agora é pra ficar… Porque aqui, aqui é o meu lugar…

E quem está vivo sempre volta!

Sei que nem os poucos visitantes desse blog às moscas nem se deram conta da falta de posts, mas mesmo assim acho que devo uma explicação.

Bom, como já tinha dito a alguns, esse ano (especialmente esses últimos meses) foram extremamente decisivos para mim. Além do meu doutorado, apareceu um concurso extremamente interessante para a minha vida profissional. Somado a rotina (já extensa) que eu tinha, tive que abandonar temporáriamente o blog para me dedicar tanto a etapa final do meu doutorado, quanto a esse concurso.

Agora, a boa notícia: não só sou o mais novo doutor em engenharia química mas também passei no concurso: sou também o mais novo professor da IFRJ (antiga CEFETEQ)! Ou seja, estou oficialmente empregado como um funcionário da rede federal! Com isso, agora a minha vida está bem mais tranquila, o que me permite voltar a esse blog e me integrar profundamente na Blogosfera Retrogamer mais uma vez!

Sendo assim, aguardem um novo post em breve. Enquanto isso, tentem advinhar qual será o jogo a ser comentado dando uma olhada no cabeçalho. Uma dica: é um run ‘n gun, mas um pouco diferente dos tradicionais.

Até a próxima e bons games a todos!!

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MEME: O primeiro console a gente nunca esquece – Super Charger (o primo pobre do Famicom)

Este post é parte do meme “O primeiro console a gente nunca esquece”. Se você tem um blog e também deseja participar, basta primeiro criar um post sobre o tema, e me avisar aqui nos comentários para que eu coloque um link para o seu post na lista de blogs participantes.

E lá vamos nós tentar movimentar um pouco esse blog de meia-tijela depois de quase dois meses sem posts!!

Esse post será um pouco diferente dos outros. Mas será por uma boa causa!

Se você acompanha a blogosfera retrogamer regularmente percebeu que nessa semana ela foi contaminada por um meme irresistível concebido pelo André Breder, do Gagá Games. O meme em questão convida os participantes a vasculharem as suas lembranças nostálgicas em busca de relatos a respeito do seu primeiro videogame. Até o presente momento, temos mais de 20 participantes, enchendo a blogosfera com seus relatos emocionados, levando inúmeros retrogamers as lágrimas.

Dessa forma, mesmo eu não tendo sido convocado formalmente (além do fato de que esse é um blog sobre jogos de fliperamas), resolvi dar uma de intrometido e dar a minha contribuição a esse leviatã em forma de meme!!

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Pegamos o nosso DeLorean e vamos voltar mais de duas décadas no tempo! Mais precisamente ao ano de 1988!!

Eu era uma criança alegre, feliz e levada de 8 anos cujas preocupações eram:

– Brincar na rua com os amiguinhos o maior tempo possível;
– Ver a maior quantidade de desenhos animados no Bozo, seriados “Super Sentai” no Clube da Criança, e episódios do “Sítio do Pica-Pau Amarelo (o antigo, não essa abominação mais recente que passava na Globo) que os meus olhinhos castanhos pudessem aguentar;
– Se livrar dos deveres do colégio o mais rápido possível;

Como podem ver, eu era uma criança com muitas responsabilidades!! =D

Mesmo com todo essas atribuições felizes para uma criança, parecia que faltava algo, parecia que havia um vazio no âmago da minha alma que precisava de algo revolucionário, que me tirasse da zona de conforto e que me levasse aos mais lugares mais distantes, e viver as mais maravilhosas aventuras.

Algumas pessoas optam por uma viagem ao redor do mundo, outras por uma mudança radical de carreira. Como eu era apenas uma criança, a resposta era bem simples: UM VIDEOGAME!!!

Alguns anos antes, o meu irmão arrumou um Atari emprestado de um amigo dele (não me lembro o modelo). Naquela ocasião, eu apenas acompanhei-o. Mas aqueles instantes como espectador foram suficientes para despertar em mim o desejo por ter aquela máquina tão poderosa, que poderia, enfim, ser a solução para todos os meus problemas e angústias!

Sim, eu sei que estou sendo dramático demais nas minhas palavras, mas estamos falando de uma criança de 8 anos!

E eis que, voltando do colégio, vejo na minha frente uma caixa, embrulhada para presente.

Ao ver aquele objeto, pensei: Mas peraí! Não é o meu aniversário! Será que….

E antes que o meu cérebro completasse a frase, fui tomado por um instinto quase que irracional e comecei a dilacerar aquele papel de presente, não deixando pedra sobre pedra dele (bom, crianças ansiosas de 8 anos não possuem coordenação motora para desembrulhar presentes tão esperados!).

E, após a chachina do pobre e indefeso papel de presente, o paraíso se fez diante dos meus olhos:

A maravilha em 8 bits!!!

Antes que eu continue essa saga, cabe ressaltar um ponto importante dessa época e explicar o cenário gamístico brasileiro no final da decada de 80.

MOMENTO CULTURAL – RESERVA DE MERCADO

No início dos anos oitenta criou-se uma lei por meio da qual proibiu-se as importações de aparelhos eletrônicos computadorizados (microcomputadores e videogames). Ao mesmo tempo em que houve a proibição, incentivou-se a fabricação nacional de tais aparelhos, que supostamente estariam “protegidos” pela lei.
No fundo, criou-se uma saudável “pirataria legalizada” através da qual algumas empresas nacionais lançaram “clones” de videogames norte-americanos. Esse processo de clonagem industrial é conhecido como engenharia reversa, pois se aprende a fabricar determinando aparelho a partir da desmontagem e do estudo do produto original. Uma curiosidade: alguns clones, inclusive, trouxeram melhorias em relação aos “verdadeiros”. O fator que não pode passar despercebido ao leitor: as empresas nacionais responsáveis pelos clones nunca pagaram um tostão sequer de royalties e de direitos autorais aos respectivos fabricantes; e isso graças à Reserva de Mercado.

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Depois dessa explicação rápida, voltamos ao texto.

O meu primeiro videogame foi exatamente um desses “clones legalizados” produzidos pela reserva de mercado na época (e que continua até hoje). O nome dele: Super Charger! No caso, ele era não só um clone do Famicom (o NES da terra de olhinhos puxados) não só na sua arquitetura (aceitava apenas cartuchos com 60 pinos), mas também no seu design:

Homenagem ou plágio? Você decide! =D

Bom, seja qual for a resposta da legenda acima, só sei que ele foi um grande companheiro durante 6 anos! Foram inúmeras tardes e noites perdidas com Top Gun (que veio com o cartucho – maldito avião que não consegue pousar naquele porta-aviões!!), Battletoads (sim, o jogo maldito), Yie Ar Kung Fu (eu era fera nesse jogo!), Super Mario Bros. (o do bigode não poderia ficar de fora!), Double Dragon, Mighty Final Fight (um dos melhores jogos do console), Gradius, Salamander, Tiger Heli (amo esse jogo!) e inúmeros outros que essa mente já um pouco rodada não se recorda. Foi uma época mágica, o sonho de qualquer garoto. Pelo menos até eu ganhar o Super Nintendo em 1993, mas aí é outra história.

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BONUS-STAGE: O primeiro Arcade (ou Fliperama) a gente nunca esquece!

Como esse post só falou de console até agora, tenho que dar um jeito de encaixá-lo no contexto geral do blog. A saída: falar também do meu primeiro contato com a outra maravilha tecnológica: os fliperamas.

Mais uma vez pegamos o nosso DeLorean e vamos ao ano de 1990. Numa bela manhã, estava voltando do colégio. Era uma boa caminhada, de mais ou menos 15 minutos. E sempre passava por um bar, onde, entre outras coisas que são comuns até hoje de se encontrar em tal estabelecimento (ovo colorido, aquele pernil que acompanhou a Copa do Mundo de 1982, pessoas não tão distintas), havia algo, bem no canto do bar, que acabou chamando a minha atenção. E não só a minha, mas a de muitas crianças e adolescentes, já que haviam várias quase se acotovelando para observar.

Como toda criança de 10 anos curiosa, fui lá, de uniforme e tudo, para ver o que estava acontecendo. E, mais uma vez, o paraíso se abriu diante dos meus olhos:

Ô lá em casa!!!

Era simplesmente mágico! Estava anos-luz à frente do meu amado Super Charger que eu tinha em casa!! Foi quase que amor à primeira vista!! Mas, naquele momento, eu só podia acompanhar o que estava acontecendo.

Esperei alguns minutos, até o espaço ficar vazio. Reuni toda a minha coragem (já que minha mãe sempre recomendava não entrar em bar, pois não era um local para que um menino ficasse), caminhei até o balcão e perguntei:

– Como eu faço para jogar aquele jogo?

Pois é, meus caros (2) leitores! O pobre mancebo que vos fala não tinha a menor idéia de como fazia para poder jogar aquele fliperama!

Após a explicação do dono do bar, vasculhei os meus bolsos e a minha mochilha, na ânsia de conseguir os trocados necessários para comprar não uma, mas DUAS fichas. Não lembro qual era o preço na época, mas não era muito caro. Por sorte, tinha economizado no dinheiro do lanche, e tinha o dinheiro necessário. Pedi para o dono do bar uma ficha e corri desesperadamente para o Arcade em questão. Coloquei a ficha no compartimento adequado. O resultado:

Claro que o meu desempenho foi bem pior do que o mostrado nesse vídeo, mas os poucos segundos que duraram as minhas duas fichas foram suficientes para que o local fosse parada obrigatória e diária após o colégio durante mais de um ano. Após esse encontro, conheci vários outros Arcades, e gastei quase que o PIB de um país neles (um pouco de exagero não faz mal a ninguém)!! Talvez eu até comente mais detalhadamente sobre esse jogo futuramente!

Bom, essa foi a minha contribuição para o meme. Mas nós temos inúmeros blogs que estão participando. Se você se trancou para o mundo durante uma semana e não sabe o que está acontecendo, dê uma olhada nesses links aqui e embarque nessa onda de nostalgia com os participantes do meme:

E não esqueçam de comentar também por aqui, além de tentarem advinhar qual é o jogo que está no cabeçalho!
Até a próxima e bons games (e lembranças) a todos!!
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